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Que documentos do locatário devo exigir?

Que documentos do locatário devo exigir?

Proporcionar uma locação segura e agir de forma preventiva é obrigação do serviço de corretagem de um imóvel.

É preciso garantir ao proprietário que o inquilino do imóvel é apto a arcar com as despesas de um aluguel e evitar a inadimplência.

Essas medidas evitam ações judiciais responsabilizando o corretor ou a imobiliária, que pode provar que tomou todos os cuidados antes de aprovar a locação.

Para ajudar você a entender um pouco mais sobre o assunto e a saber quais documentos do locatário devem ser exigidos, preparamos esse post com as principais informações sobre o assunto.

Quer entender mais a respeito? Continue a leitura!

A importância da análise do inquilino

Antes de entrarmos na lista de documentos que deve ser pedida para analisar o locatário, é preciso entender a importância desse cuidado.

Uma investigação detalhada ajuda a garantir ao proprietário que ele não terá prejuízos com o aluguel do imóvel.

Embora a inadimplência ainda possa existir mesmo com um cadastro positivo, os cuidados diminuem muito as chances de o inquilino não cumprir com seus compromissos descritos no contrato de locação.

Alguns profissionais, na ânsia de fechar negócio mais rapidamente, solicitam apenas RG, CPF e comprovante de residência do interessado em locar um imóvel.

Esse é um erro de principiante e que não deve ser cometido, já que esses dados são insuficientes para garantir uma locação bem-sucedido.

A análise cadastral das pessoas que pretendem alugar um imóvel que está sob sua responsabilidade ajuda a detectar aqueles que agem com má-fé ou que não têm segurança financeira para arcar com as despesas e encargos de um aluguel.

O ideal é que o valor da locação não ultrapasse 30% da renda do locatário.

Essa é uma margem segura e que ajuda a garantir o pagamento em dia e evita atrasos.

Atentando ao percentual de 30% da renda do locatário, além de evitar prejuízos, diminui-se muito as chances de o negócio gerar um grande desgaste emocional.

Como fazer a análise cadastral do locatário

O primeiro passo para analisar o perfil do inquilino é solicitar os documentos básicos, o CPF e o RG.

Esse primeiro momento evita fraudes e é um atestado da verdadeira identidade do inquilino.

Peça documento com foto atual e confira a veracidade desses documentos no site da Receita e com a conferência com outro documento com foto, como CNH, por exemplo.

Se o futuro inquilino for pessoa jurídica peça o contrato social ou última alteração deste e os documentos pessoais (RG, CPF e comprovante de residência) do representante da empresa. Peça também o número do CNPJ.

Com o número de CPF ou CNPJ verificado, é hora de consultar as empresas de análise de crédito, como o SERASA e o SPC. Esses órgãos são capazes de identificar locatários com nome “sujo”, além de oferecerem um diagnóstico do histórico de compras e pagamentos do interessado.

É possível, nessa etapa, consultar o score de crédito do futuro inquilino. Esse número é capaz de anunciar se uma pessoa cumpre com seus deveres e paga suas dívidas. É importante evitar alugar um imóvel para pessoas negativadas, já que as chances de elas não arcarem com os pagamentos é grande.

É importante salientar, no entanto, que algumas restrições no SPC ou no SERASA foram inseridas de forma abusiva ou errônea. Nesse caso, peça ao futuro locatário para apresentar documentos que demostrem que a inclusão é indevida. Se houver ações judiciais em andamento, para cancelar as inclusões indevidas, elas também devem ser provadas para aumentarem as chances de habilitar a locação. Assim, peça ao futuro locatário para apresentar uma certidão de objeto e pé do processo.

Cumprida a etapa de análise do número de CPF ou CNPJ, é importante emitir uma certidão de antecedentes criminais, se pessoa física.

O locador de um imóvel tem o direito de saber quem vai receber as chaves da sua casa e, da mesma forma, tem o direito de negá-las.

Depois disso, é importante analisar a renda do futuro locatário. De nada adianta ter o nome limpo se os ganhos não são suficientes para todos os pagamentos dos aluguéis, que podem acrescer IPTU, taxa de condomínio, Fundo de Conservação do Imóvel (FCI), entre outras taxas.

Essa comprovação de renda pode acontecer por meio de holerites, declaração de imposto de renda, DECORE e até extrato bancário, no caso de autônomos e profissionais liberais. Nesse último caso, é importante exigir o documento de movimentação da conta nos últimos seis meses.

Tire as certidões negativas de processos judiciais. Elas ajudam você a saber se o inquilino tem ações judiciais em processo. Nesse caso, é você quem deve decidir se esses processos são ou não impeditivos para aprovar a locação.

E se a garantia for fiança?

Além dos documentos do futuro locatário você também precisará pedir os documentos do fiador, caso a garantia da locação seja fiança.

A Lei do Inquilinato (8245/91) prevê quatro garantias locatícias: caução, fiador, seguro de fiança e cessão fiduciária de quotas de fundos de investimento.

Cada modalidade tem seus trâmites, entretanto, no caso de a garantia escolhida ser a de fiador, todos os documentos da pessoa garantidora também devem ser exigidos.

Essa é uma prevenção que também garante um negócio seguro e vantajoso para o proprietário do imóvel.

O check list da documentação

Agora que você sabe os documentos do futuro locatário e fiadores a serem pedidos e analisados em um contrato de locação, é hora de fazer uma lista.

Documentação do futuro inquilino e fiador de pessoa física

  • RG (se o locatário for casado, deve ser apresentado também o documento do cônjuge);
  • CPF (do locatário e do cônjuge, se for o caso);
  • Certidão de casamento;
  • Comprovante de renda;
  • Comprovante de residência (conta de água, luz ou telefone);
  • Contatos para referência.

Documentação de futuro inquilino e fiador pessoa jurídica

  • RG do(s) representante(s) da empresa;
  • CPF do(s) representante(s) da empresa;
  • Ato constitutivo da pessoa jurídica (Contrato Social ou Estatuto);
  • Balanço patrimonial dos dois últimos exercícios fiscais assinado por um contador;
  • CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica);
  • Comprovante de propriedades, se houver;
  • Comprovante de endereço da empresa (conta de água, luz ou telefone);
  • Comprovante de endereço dos representantes da empresa.

Prevenir inadimplências e evitar locar um imóvel para alguém sem condições para arcar com as despesas de um aluguel é papel do corretor e da imobiliária.

Por isso, analise a ficha e exija os documentos necessários para essa investigação.

Agora que você já entendeu a importância e quais documentos do locatário você deve exigir, aproveite para compartilhar esse post em suas redes sociais!

Seus amigos podem usar as informações para evitar contratos que não valem a pena e que podem manchar suas carreiras.

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